domingo, 16 de janeiro de 2011

Notas sobre a Filosofia Animal & Teoria da Selva


Categorizar aspectos poucos comuns à natureza racional do ser humano é um grande desafio. Portanto, minha presença aqui nesta página deve ser antes de mais nada esclarecida com um preâmbulo vago e quase completamente inútil .

Sobreviver a muitas quedas e alavancar meu destino da melhor forma possível foi a arte non grata a qual experienciei (e ainda faço uso) e não recomendo a mais ninguém. Passar uma noite etílica é sempre entender muito bem aqueles ciclos alquímicos de morte e renascimento: a sensação da morte é inevitável quando a mente entra em êxtase e a turbulência mental é tão grande que não se para de pensar ou de agir cegamente exteriorizando a alma animal escondida no mais profundo do ser.

Essa mescla de instinto de sobrevivência dos sentidos e a ação degenerada do ser me levou a pensar sobre algumas cousas nobres: Por que insistimos tanto em negar este aspecto selvagem que cada um possui? Ou quando resolvemos assumi-lo, sempre damos um sentido de piada e divertimentos? Será esta natureza primitiva adaptável a condição humana? O uso de substâncias pouco louváveis para moralidade social, é algo realmente reprovável? Por que insistimos tanto em que a consciência cotidiana e rotineira é a melhor opção de vida? Será os costumes caboclos, o folk e os ritos de fogueira figuras de uma linguagem ancestral, apenas com valor de objeto antropológico?

Pensando nessas dúvidas, passei a organizar melhor as idéias e observar mais atentamente aqueles que estavam próximos a mim e, desse substracto humano, extrair ponderações sobre o selvagem que co-existe em todos nós, humanos enlouquecidos pelo tempo e luxúrias pouco dignas da nossa real condição. A Partir de hoje, vou dedicar meus dedos a escrever sobre esta minha experiência a qual estou passando para daí então, tecer um argumento lógico-formal sobre esta filosofia que a partir de agora chamarei de duas maneiras: Filosofia Animal & Teoria da Selva.

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